Com a paralisação da vacina de Oxford, Rússia promove a Sputnik V

Após a suspeita de um evento adverso sério, a Vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford para combater o novo Coronavirus foi suspensa. A vacina já foi distribuída para teste em 5 mil brasileiros voluntários. Embora não haja registros em território brasileiro, a suspensão ocorreu após um paciente no Reino Unido apresentar reações graves.

Em contrapartida, após a suspensão da vacina de Oxford e da farmacêutica AstraZeneca, a Rússia aproveitou para promover sua vacina, a polêmica Sputnik V.

O diretor do Fundo Russo de Investimento Direto, Kirill Dmitriev, ressaltou potenciais vantagens. Dentre estas, o desenvolvimento da vacina utilizando um adenovírus humano, diferente do adenovírus utilizado pela AstraZeneca, que se trata de um vírus de chimpanzés.

Instituto de Pesquisa Científica de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya do Ministério da Saúde da Rússia
Crédito: Vyacheslav Prokofyev / TASS via Getty Images

Questionamentos sobre a Sputnik V

O Instituto de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamaleya da Rússia publicou em carta aberta, os resultados dos testes. Contudo, um grupo de cientistas questionou a confiabilidade dos dados publicados por epidemiologistas russos nos primeiros testes clínicos da Sputnik V. Assim, foram levantadas questões a respeito de dados incompletos e padrões improváveis.

O grupo de cientistas afirma que os resultados apresentam diversos padrões de dados que aparecem repetidamente para os experimentos relatados. Concluem que o fato de observar tantos pontos de dados preservados entre diferentes experimentos é altamente improvável.

A Rússia rejeitou as críticas à sua vacina, afirmando sua segurança e eficácia. Planejam um novo ensaio da vacina que envolverá 40.000 participantes.

  • Post last modified:10/09/2020
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