Astrônomos detectam a maior fusão entre buracos negros

Astrônomos podem ter detectado a maior colisão já vista entre dois buracos negros, ocasionando sua fusão. Segundo os cientistas, os dois tinham 66 e 85 vezes a massa do Sol. Até que colidissem, ambos se aproximaram, espiralando várias vezes em torno um do outro, assim, gerando ondas de choque que se espalharam pelo Universo. Esse evento ocorreu cerca de 7 bilhões de anos atrás.

Até o momento, haviam sido detectados e observados indiretamente apenas duas categorias de tamanhos de buracos negros. Os menores, tendo até cem vezes a massa do Sol e os supermassivos da ordem chegando até bilhões de vezes a massa solar. Com a colisão, o buraco negro passou a possuir 142 vezes a massa do Sol. Esta foi a colisão mais massiva já registrada pela astronomia.

A descoberta ajuda a entender a configuração do Universo, com buracos negros pequenos e supermassivos em abundância e um suposto “vazio” sem ter corpos de tamanhos intermediários. Uma das propostas para a existência de buracos negros supermassivos, é que eles sejam resultado da fusão de buracos menores. Esta descoberta pode representar algo grandioso para a astronomia.

Como a colisão entre os buracos negros foi detectada?

Quando um evento desta proporção ocorre no Universo, há uma liberação de energia que acaba por distorcer o tecido do espaço-tempo, tamanha sua força. Esse eventos são nomeados ondas gravitacionais. Portanto, tornou-se possível a detecção do sinal, registrado com o código GW190521.

A ideia das ondas gravitacionais apesar de prevista por Albert Einstein há mais de 100 anos, ainda não havia sido detectada. Porém, em 2015, o LIGO, Observatório Norte-Americano de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser, as detectou pela primeira vez. Em 2017, os físicos responsáveis pelo feito ganharam o Nobel de Física.

As ondas GW190521 foram detectadas em 21 maio de 2019 pelo LIGO e pelo centro de pesquisas Virgo, na Itália. Foi a fusão mais distante já observada, com duação de um décimo de segundo. Ao fim de 2021, os observatórios esperam detectar maiores informações sobre esses buracos negros, contando com a utilização de equipamentos mais precisos.

  • Post last modified:08/09/2020
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