Como a eleição presidencial dos EUA pode influenciar no futuro da ciência

Dentre questões como a pandemia, mudanças climáticas e controle de armamento nuclear, o mundo se vê dividido em opiniões diante da eleição presidencial da maior potência mundial no ano de 2020. Ainda durante a contagem dos votos, discutem-se os impactos sobre as mais diversas áreas, incluindo a ciência. Joe Biden e Donald Trump apresentam posicionamentos distintos a respeito de fatores de suma importância para a população como um todo. O resultado da disputa terá influência direta sobre o rumo que irão tomar as agencias ligadas à ciência, bem como a NASA e a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica.

Durante os anos de governo Trump, vem sendo apontada a desregulamentação, afetando diretamente no clima e na saúde pública, além de outras ações que acabam por diminuir a influencia da perícia científica.

Especialistas em saúde pública apontam o tratamento da pandemia no nível federal como desastroso, enfraquecendo a reputação de agências históricas, incluindo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.

Presidente Donald Trump.
Crédito: Dominick Reuter/Reuters.

O Posicionamento de Joe Biden

Em contrapartida, Biden apresentou um plano COVID-19 detalhado afim de que os testes possam estar mais amplamente disponíveis, garantindo sua gratuidade. O plano abrange o apoio ao desenvolvimento de vacinas e fornecimento de equipamento adequado.

Biden se comprometeu a colocar cientistas e especialistas em saúde pública na frente e no centro de briefings diários sobre pandemia. Além disso, seu plano inclui a preparação do país para futuras pandemias, apoiando pesquisas e desenvolvendo programas robustos de vigilância de doenças.

A promessa é que já em seu primeiro dia na presidencia, os EUA voltem a integrar a Organização Mundial da Saúde, retirada no início deste ano pelo governo Trump. Mais uma questão é a restauração da Diretoria do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca para Segurança de Saúde Global e Biodefesa, criada por Barack Obama em 2014 e dissolvida por Trump em 2018.

O Candidato à Presidencia, Joe Biden.
Crédito: Angela Weiss.

Scientific American sobre a eleição presidencial 2020

Em 175 anos de imparcialidade eleitoral, a renomada revista “Scientific American” anunciou seu apoio ao candidato democrata à Casa Branca, Joe Biden. O posicionamento se justifica por ser contrário ao negacionismo do até então presidente, Donald Trump.

A revista é uma das mais respeitadas fontes dentre os títulos de divulgação científica. A Scientific American foi fundada em 1845, chegando a publicar em seu editorial, um artigo de Albert Einstein em 1950.

A publicação atual disse que Trump tem “atacado medidas de proteção ambiental, assistência médica, pesquisadores e agências científicas públicas que estão ajudando o país a se preparar para seus maiores desafios”.

Imagem Clássica da mais antiga revista com abordagem científica dos EUA
Crédito: Scientific American

  • Post last modified:04/11/2020
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